Alimentar paixões de abismo é suicidar-se em rios que não deságuam. Lágrimas se foram, desidratando corpos e desperdiçando sais.
A teia não é mais capaz de me causar saudades.
Esquecer o passado me fez projetar o mundo inviolável da felicidade real.
Nunca mais te pensarei.
Quero minhas asas para voar, asas para aterrissar, asas de quem me protege.
Dentro de mim, já não me escondo.
O mal me fez sobrevivente da razão.
Achei-me na pureza do amor atual.
Acordei, sacudido com sinais de esplêndidas emoções.
Da poesia, somente a minha lucidez.
O velho texto já não consegue me encontrar dormindo.
Tô nem aí, pois aprendi a caminhar com a intensidade da dor.





