ATÉ AS ORELHAS

O sabor doce e salgado de hoje é tudo de bom.
Amanhã, talvez.

A intenção é fugir das inconstâncias de dentro, acreditar que ainda é tempo e que o cigarro mata igual à bebida, à comida, ao trânsito, às drogas nas esquinas, aos bancos, aos juros, à luz, à água, ao condomínio, etc, etc, etc...

Tudo mata, comida, sexo sem camisinha e por aí vai.
Malhar errado machuca o joelho, a coluna e, no futuro, as inevitáveis seqüelas.

Não fazer exercício é pior ainda, as taxas sobem, o mundo interior entra em desordem e dá dó só de pensar.

Eita ! Estou louco !!! Qual é a do chocolate é bom?

E o vinho nos torna alcoólatras, com suas exageradas doses diárias. Vinho! Também! Eita isso lá é mundo, estou na terra do seu doidão, sou extraterrestre ou eles é que estão no meio de nós?

Será que sou um deles? kkkkk

Ou é mais uma loucura da minha mente?

Pois é, isso é muito louco, pira o cabeção.

Deus! Quais são nossos conceitos em relação?

Os mais conservadores falam de seus respeitos ao mestre do mundo, mas quando saem do transe esmurram os volantes no trânsito, querendo esganar o primeiro que ousar.

A mulher “Amélia” já não existe mais.

O homem machão está se habituando ao chifre-consórcio, quando menos espera é contemplado.

O ser moderno se desestabiliza por pouco e por tudo.

Não tem tudo que deseja e vai levando o cíclico moderno nas longas prestações.

É o fim dos tempos? Não.

É apenas o começo do nosso fim.

Quem sabe usar não falta. O que falta é o dinheiro no nosso que está todo nos deles kkkkk....

E tudo isso é fato. E a vida artística?

A vida artística! ah ! A vida artística é uma piada mais conhecida como pizza planaltina com recheio de produção musical.

Somos que nem cachorro correndo atrás dos carros.

Assim somos nós, fazemos filhos para sustentar a família dos outros, temos obrigações que eles não tem e ainda pagamos a conta se eles fizerem neném.

Mesmo assim eu gosto, sou sadô, somos isso e muitos nem percebem que são sofredores natos, apadrinhados pelas esperanças do paraíso.

Por isso, eu digo, eu falo, eu vivo o que não consigo guardar.

Já fui vendedor ambulante, vendi capas de volante nas ruas, juntei comida nas feiras, carreguei aterro nas ruas, fui office-boy, nas lojas da família, vendedor, gerente, cantor, compositor e agora eu só quero gozar kkkkkkk....

O louco é o que leva a vida a sério e o doido é o que acredita no louco.

Vou nessa, copiando o que deixou Gonzaguinha escrito nos versos de sua bela canção - “Viver e não ter a vergonha de ser feliz.”

Assim é bom, envelhecer com suspiros leves sem deixar passar os momentos certos de sermos o que desejamos.

Depois de tantas loucuras absorvidas e aprendidas, cheguei à conclusão que: não me perturbo se o bicho sobe ou não sobe.

Se o peito da namorada está ficando mole ou se a vida veio das bactérias, Adão ou dos macacos.

Deus é fato. Aceito todos os deuses desde que não perturbe o Deus que está dentro de mim.

Meu Deus interior vai ditando suas regras.

Falar não é fazer, basta perceber, errar não é ponto final e ser feliz é fundamental.

Conjugando o verbo vou, eu digo que eu vou, tu vais, ele vai, nós vamos e eles vão nos atolar até as orelhas, um dia, se não mudarmos as regras.
Leia mais|Comentarios (6)|em 03 de Novembro de 2007