360 GRAUS

Alguém, um dia, falou que só se conhece o ser humano, de verdade, quando se coloca em suas mãos fama, poder e dinheiro.

Nestas horas, percebe-se a fragilidade penosa dos espíritos enfraquecidos por suas mentes atrofiadas.

É demolidor ver humanos com seitas e receitas catastróficas à saúde, comendo a azeitona de sua empada.

Eles são assim, estão em todos os lugares, esperando o momento certo para fotografar, como periquito de pirata, pois até para serem o papagaio do pirata não são capazes.

Já tinha ouvido falar dessas figuras que buscam espaços sem a credencial de valores.

É claro que isso não é regra.

Pego-me rindo sempre que fecho os olhos à procura do novo e lembro dos novos projetos.

Os marmotas correndo que nem loucos atrás de um convite badalado são geniais criadores de risos. (Veja o Pânico e Amaury Júnior)

O novo pagando mico é comida antecipada dos que nasceram para ser craques.

Nestas horas, sinto-me na balança, buscando meu grau ótico.

Não vou negar que já tive meus momentos idiotas, achando que as noites e os momentos não acabavam.

É notório que a balança é fundamental ao controle da matéria como também da consciência.

Pois é, nem todos sabem o ângulo da melhor fotografia.

Fico vendo a angustiante busca dos novos, correndo atrás das celebridades do momento para reforçar suas deficiências.

Confesso, também, que fico feliz quando vejo amigos que, no passado, interagiam com a velocidade das noticias, vivendo centralizados, hoje, na realidade que vem de dentro.

Surpreendo-me diante do que não sabia, tudo é possível diante das linhas da verdade.

O tempo sorrindo, vai mostrando os caras, as caras, as pessoas.

Talento nasce junto e não estréia como se dizia num toque de palavras jogadas por um marketing de difícil acesso.

Estamos nos tempos das profecias. Nada ultrapassará além das palavras escritas por DNA supremo.

Suas vontades são segredos de surpresa aos que ainda não entenderam a vida.

Revelados, apagarão das mentes pequenas, o sentido fútil de ser.

Não quero pedir clemência antecipada dos pecados.

Apenas me juntar às idéias de valores e purificar o que ainda não está bom.

Mudar o rumo da questão é dificultar a passagem pelos desfiladeiros, amanhã.

Um dia, precisaremos da pesada cruz para atingirmos o outro lado.

O mundo gira no famoso 360º e acaba voltando pro mesmo lugar, se não soubermos ditar.

Escolher o lugar do linguajar é fundamental.

Melhor que seja assim, pra não deixarmos o povo rir do lado bobo animal chamado de cara de pau.

Beto Barbosa
Leia mais|Comentarios (7)|em 22 de Outubro de 2007

ESTÔMAGO DE CARCARÁ

“Pare o mundo que eu quero descer”!

Sílvio Brito, apenas na vontade.

Não se retrocede o que tem que ser.

Faz parte, é o sentido necessário e natural. Só que, sinceramente, não me sinto bem no meio dessa confusão.

Estou nas idéias dos anos 60.

Vontades libertárias sentindo aquele nó nas idéias.

Entendo que meu lado conservador favorece à acomodação e não se encaixa à modernidade e ao meu lado elétrico de cantar, dançar e dizer.

O gostoso de tudo isso é saber que meu lado místico e festivo favorece projetos,sufocando angústias, depressões e solidão.

Tudo vai acontecendo, de forma precisa e atualizada.

O fato é que não consigo ler as manchetes de revistas e jornais, sem ficar assustado.

Política, economia,celebridades e muita criatividade na violência.

Deslumbrado e apavorado, percebo que a vida caminha em metáforas ao ponto máximo do desequilíbrio social.

Muito se fala e pouco se faz.

Reconheço que isto também faz parte.

Político bom é político que nos faz ajoelhar e se deixamos acontecer é porque nossos direitos, não aprendemos cobrar.

Fica difícil mudar o foco do texto.

Sempre caímos nestas angústias.

De qualquer forma, vou correndo por fora.

Quem tem estômago de carcará, suporta.

Quem não tem, vai se perdendo nas encruzilhadas.

Estamos pertinho de comer os fundos da vaca.

Será?

O tiroteio é critico e chocante, as estradas pra quem precisa delas é angustiante.

A pirataria expulsa, lentamente, as gravadoras internacionais, seus ídolos e diretores.

No momento, a ordem é ninguém contratar, nada lançar, muito menos arriscar.

Enquanto novos ídolos e soluções não aparecem, vamos ouvindo o som dos pirateiros que aprenderam a nos enganar.

O momento artístico é de roça e só quem canta feliz é o Ministro Gil.

Quem não preparou as bases de distribuição de cds e dvds está fervido.

Graças a Deus, eu acreditei neste futuro que hoje estou vivendo e que me sustenta.

Sem vínculos e submissão ao “seu ninguém”.

A tendência é termos ídolos por bairro.

Tipo quem é sucesso na Sul é nada na Zona Norte e vice-versa.

Isto é progresso ou desorganização?

Falta de criatividade dos artistas ou dos produtores de rádio e televisão.

Será que os políticos tem a ver?

Será que a pirataria organizada, já instalada, não se firmaria na consciência de todos em prol dos artistas e compositores, se os governos, com seus ministros, legalizassem suas bancas radiofônicas com, pelo menos, o imposto do Ecad?

Pelo menos, um imposto por região, a seus ídolos de cultura regional.

Por certo, essa boa vontade ajudaria o criador.

Sabemos que cadeia não recupera ninguém, com este sistema sufocado e empilhado de seres a se profissionalizar como mestres do crime.

Educar, organizar e ensinar a sociedade crescente e faminta de tudo é necessidade urgentíssima.

Realmente, falta competência dos administradores deste País.

Entendo que político também é gente e como tal, sofre como nós.

A diferença é que desesperados com seus futuros incertos, eles primeiro cuidam deles, pra depois cuidar do povo.

Só que quando eles se estabilizam, já é hora de mudar por ter chegado a hora de votar de novo e o povo amargurado muda o voto e as siglas, elegendo outro que vem com mais fome para nos arremessar ao buraco negro.

É, analisando por esse lado, fico me lembrando da piada que Tom Cavalcante me contou quando ele ainda imitava Beto Barbosa, em Fortaleza.
A piada diz o seguinte:
“ Um dia, o marido chegou em casa e viu um homem deitado em sua cama, ficou bravo e pediu explicações a sua esposa.
Ela, comovida, falou ao marido que aquele que ali dormia, era o homem que pagava as contas quando o marido estava doente e desempregado, gás, colégio dos filhos, remédio, roupas e colocava a comida diária pra todos da família.
O marido, emocionado e preocupado, correu para pegar um cobertor e cobrir o pobre homem que nu, dormia em sua cama. Com este ato, o marido-corno evitava que o cidadão pegasse uma gripe ou uma pneumonia.“

Moral da história: olhando por esse ângulo, poderemos observar que político também é gente e mesmo com seus impostos, taxas e leis absurdas em favor próprio, merece carinho por suas infâncias e campanhas sofridas.

Enfim! Loucuras de minha mente? Sei lá !

De qualquer forma, fica aqui o grito solitário em busca de outros gritos.

Deixar rolar, imitando o caminho das águas.

Paciente que, lentamente, vai furando as rochas e montanhas com sua riqueza necessária.

O país é nosso com a frase de sempre: sóis nós, sóis vós, são eles gozando de todos nós.

Beto Barbosa
Leia mais|Comentarios (6)|em 17 de Outubro de 2007

ILHA DA FANTASIA

Os poderes de fartura química da mente são genialmente favorecidos quando se buscam aprendizados e conhecimentos novos.

Abrir a boca diante de tantas já consagradas é desejo de muitos e conquista de poucos.

O medo de falar o que se pensa é catastrófico.

Mas, eu insisto dizer o que eles não querem entender.

O básico das possibilidades humanas é assunto para bilhões de anos.
Então, eu escolhi o tema artístico – popular - literário por navegar há 22 anos buscando os caminhos desta estrada.

O tempo passou de repente, conceitos mudaram.

Outros, pouco disseram, mas diante do poder se consagraram pela força da caneta nada popular.

Opiniões dos tempos passados precisam ser revistos para colocar ou tirar patente.

Tenho minhas dúvidas quando vejo consagrados com suas obras de relíquia como se fosse “Picasso” deitado na cama do sucesso antigo.

Os caras mandaram bem e há muito vão mal.

Coisas batidas e consumidas pelo desgaste natural dos anos.

O dicionário musical precisa de novos Caetanos.

Palavras modernas, sons diferentes, que não seja João Gilberto há muito saboreado pelos mestres do marketing.

João é João, criador inovador e dono absoluto de sua criação. Preciso de referências das grifes que há muito não vejo.

Pois é! Há muito me apercebo das idéias baianas, com temas antecipados, nas danças, textos e molejos.

A seca das nascentes que antes me pareciam geniais me preocupa. Se a água da fonte não jorra é hora de mudar o texto dos conceitos.

Vou, com tudo, sem medo de acidentes, eles acontecem quando se é imprudente, mas também jorram como petróleo entre línguas e dentes.

Gosto de me envolver, com temperos democráticos, quando existe blecaute na veia criativa dos eleitos.

Despertar o povo é força de maktub e se as grifes estão na baixa é necessário outros eleger.

Mais uma vez, vou comprar pra ver quando puder ouvir e poder dizer se é verdade o que a muito eu já sabia: cantar brega, de vez em quando, é tomar água da fonte dos outros quando não se tem mas nada a dizer. Pense !
Leia mais|Comentarios (4)|em 17 de Outubro de 2007