Escrito por Beto Barbosa
Dia Mundial do Tabagismo.
29 de Agosto.
Cigarro matando quem fuma e quem está por perto.
Com as obrigações em dia, me dei o direito de dormir cedo e acordar mais tarde.
Estou naquela de reciclar, pesquisando, sem compromissos.
E como tal, tenho tentado compor, escrever e falar o que me vem à cabeça.
De segunda a quinta, aproveito o lado bom da vida, curtindo praia, namorar, beijar na boca e ser feliz.
Quando a quinta feira chega é hora de arrumar as malas e correr para o trabalho, os shows acontecem sempre nos finais de semana.
Do Sudeste dei um tempo já faz tempo e não me cobro por isso.
Vejo-me bem assim, vivendo normalmente, sem pressa de chegar.
Estou de âncora jogada no mar e se mexer vai detonar o mar desta calmaria.
Tempos atrás, tinha que me dividir entre as gravações dos programas musicais e meu casamento, hoje só nas lembranças do consensual.
Enquanto nada de novo acontece, vou curtindo o lado melhor da vida, dando oportunidades ao meu espírito de encontrar meu corpo, meu chão, minhas bases.
Bem, mas o assunto a que me refiro agora é o tabagismo, um mal avassalador.
Despertei do sono bom, às 8h30, liguei a televisão para ver o que acontecia além das azias normais dos políticos.
Aumentei o som e observei, com atenção, as informações sobre os males causados pelo tabagismo.
Parei, gostei e me serviu como ponto de partida.
Toda calmaria tem suas ondas e suas depressões e é lógico que eu tenho as minhas.
Cigarro e cafezinho. Parceiros que juntos, estão me assustando, ultimamente.
A droga é da pesada.
Prazer destruindo prazeres, destruindo a libido, as forças, as idéias, os pulmões, as cordas vocais e por aí vai.
Esta droga destrutiva já me acompanha há muitos anos, envergonho-me de falar o tempo, só sei dizer que já se passaram anos.
Para quem não conhece, o cigarro é como se fosse a sede pedindo água, o corpo pedindo alimentos, o álcool para o alcoólatra e a cocaína para os dependentes.
Vai aos poucos matando, destruindo e levando nossas forças.
Em certos momentos, sinto-me impotente diante deste mal.
E não foram uma e nem duas vezes que tentei parar.
Foram centenas de vezes.
É uma loucura, achar um meio de parar no meio deste temporal. Quando penso em não fumar, disparo o isqueiro e acendo mais um. Sinto-me um idiota dominado por este vicio.
Muitos falam que é fraqueza, falta de vontade ou de personalidade.
Muitos não sabem como sair e como se viciaram.
Diante de tanto disse-me-disse, comecei a entender que somos doentes.
A medicina evoluída, no seu melhor momento, alivia nossas culpas e responsabilidades com a última pesquisa.
Eles chamam nossas atenções e nos avisam que tabagismo é uma doença que precisa ser tratada.
Estou nessa luta, morrendo de medo das conseqüências deste mal. Não vejo a hora de estar longe deste pesadelo.
Providências já estou tomando.
A primeira delas é a certeza de que o cigarro está me matando lentamente e que preciso parar.
Meus pulmões estão no limite por tantas impurezas carbônicas.
Hoje, eu sei que a falta de ar que, às vezes sinto, não é a idade que chegou, nem a fumaça que sai das maquinas das grandes cidades.
É, na verdade, o cigarro que entrou na minha vida e que precisa sair com ou sem vontade.
Convicto e determinado, a melhor idéia é parar agora.
Verdade! Pois, entre a vida e a morte, prefiro agradecer a sorte de ter sido lembrado.
Chegou a hora de parar. Desse jeito, não dá pra caminhar. Ainda tenho sonhos e grandes momentos estão chegando.
Lembro que, um dia foi assim, saúde perfeita, respirando a pureza de minha Belém e sua selva amazônica.
Penso que me tornei adulto antes do tempo.
Entrava nas festas com 15 anos de idade e carteira de 18 arranjada. Acompanhar os amigos mais velhos eram motivos de alegrias.
Meus comandos vinham de minhas vontades amparadas por minhas inexperiências.
Sempre quis estar atualizado aos tempos. Fumar, nos anos 70, era moda, mulheres bonitas fumando.
Propagandas de outdoor espalhadas, com muita criatividade.
As festas eram de arromba, Bob Marley, cheiro de liberdade, carrões envenenados, discotecas e o Rio de Janeiro nos arrepiava com suas histórias de luxúrias e glamour.
Pro cabeça de Mané, tudo era moda.
Foi assim que achei que fumar era estar numa boa, a famosa cabeça feita.
Ainda bem que fiquei só no careta, pois tenho lembranças de amigos que entraram na maconha e terminaram na cocaína.
Pois é!
Isso faz parte da adolescência e de suas inocências.
Hoje, os tempos são outros.
As informações são gerais.
A medicina está nos seus melhores dias e as drogas de cura estão aí.
Cuidar do corpo é dez e nesta onda de modernismo, me desperta a
inteligência do famoso metrossexual.
Quem é fumante sabe os males e as conseqüências dessa porcaria atormentando a cabeça por mais um.
Já fiz varias tentativas e não consegui.
Fiquei sem fumar por 5 anos e acabei voltando.
Mas não desistirei!
Hoje é o dia, o começo do meu bem, pelo meu bem.
Não quero terminar meus dias casado com um balão de oxigênio!
Dia 29 de Agosto, Dia Mundial da Luta contra o Tabagismo.
Se você nunca fumou, nem pense!
Se for fumante como eu, a hora de parar é essa.
Que Deus nos ajude nesta caminhada.
Quero observar que comecei a escrever este texto dia 29 de Agosto e por motivos do meu trabalho, só terminei de escrever hoje.
Amanhã, farei dois dias sem o maldito cigarro.
Estou comemorando e feliz pra mais de metro.
Se você é fumante fica com Deus, se não for, Deus já está nas suas idéias já faz tempo.
Sorte e sucesso a todos.
Parabéns aos que, por um ato de amor ao próximo, ajudam o mundo a combater este mal.
Beto Barbosa
Leia mais|Comentarios (6)|em 30 de Agosto de 2007
Escrito por Beto Barbosa
Dói ver o mundo, em caminhos insólitos, absorvido pela ignorância e se transformando em uma enorme caixa de lixo.
Dói ver o mundo tão belo morrendo aos poucos.
Dói aplaudir a incompetência do poder nas mãos dos mesmos “avô, filhos e netos”.
Dói ver nossos direitos agonizando, nas prateleiras, sem apadrinhamento de chegada.
Não somos a palavra de força, mas somos a força da palavra em grãos, que se juntados, aterraríamos este mal, nas profundezas de seus absurdos.
Se o espaço me é pequeno e os meios não são visíveis, busco a sensibilidade cristalina dos córregos que ainda sobrevivem para sublinhar minhas opiniões.
Não quero muito e nem pouco, quero apenas, contar, com dignidade, minha história aos meus netos em uma mesa farta.
Nada se pode fazer diante de uma inércia da qual faço parte. O medo de perder o pouco afasta-nos do muito.
Penso que a velhice deste País, hoje cansada de propostas honestas, aterroriza-nos em cada noite e em cada amanhecer.
Sabemos que o pouco que hoje temos, não nos garante uma boa morte amanhã.
Buscar resignação pedindo forças aos céus, é rasgar nossos direitos.
Pois nem Jesus permitiu que sua Santa Casa fosse transformada em feira.
Deixar passar agora é alimentar os cães, é faca sem o fio da navalha.
Eles estão acostumados com nossas obediências e cabeças baixas.
Posso não ser o primeiro a reivindicar.
Mas com certeza, não serei o ultimo a desabafar minha insatisfação.
Tenho ânsia sim, de ver meu País em condições de orgulho, justo e honesto.
Preciso entender por que para uns tudo e para outros nada.
O país é nosso e não deles.
Esta conta deveria ser paga pelos que mais sabem.
Enganar o que menos sabe, é fortalecer a desgraça enlouquecida nas esquinas pelo crack.
Pense!
Beto Barbosa
Leia mais|Comentarios (2)|em 26 de Agosto de 2007
Escrito por Beto Barbosa
Para minha mãe, Fátima Morhy Barbosa
Natal,19 de Agosto de 2007.
Domingo,acordei cedo e fui caminhar na praia como há muito eu não fazia.
Em duas horas, fiz a caminhada da auto-análise.
Infância, juventude, profissão, família e algumas etapas que se foram e as que ainda estão por vim.
Entre paisagens, sol e vento forte, via-me correndo na chuva de minha querida Belém.
Nestas horas, a saudade bate forte e as lagrimas nos olhos são inevitáveis.
Para quem ainda tem Mãe presente, é uma dádiva de Deus.
Eu ainda tenho a minha, mas, é como se não a tivesse.
“MAL DE ALZHEIMER”.
E se não bastasse, ela esta muito longe e por força do meu trabalho, tive sair de casa em busca das nossas sobrevivências, pois sou a fonte de sua sustentação.
Contudo, não posso maldizer os tempos, mesmo não podendo ouvi-la e desabafar, chorando as dores da alma.
Sinto-me privilegiado em poder dizer que minha mãe ainda é viva.
Isso é fato, é real, é minha realidade. Mal de Alzheimer, seis anos já se passaram e minha querida e amada mãe, não percebe mais minhas dores e seus próprios sofrimentos.
Penso que já deve ter esquecido que um dia nasceu, casou e teve dois filhos.
Mal de alzheimer, você me derrubou ao derrubar minha fortaleza - Mãe.
Continuei minha caminhada com passadas longas e aceleradas, intercaladas a ensaios de corrida como se quisesse fugir e mudar o quadro.
É claro que:a vida tem etapas, e esta, eu preciso aprender, redescobrir, conviver com a realidade, aprender a andar sozinho outra vez.
Sem culpas ou culpados, tudo é cíclico.
Respirei forte e busquei o ar tentando esquecer o lado pior deste filme.
É claro que apagar da memória história do passado, requer muita divisão interior.
Aprender a andar outra vez é regra, tem que ser.
Separar o que ajuda e o que atrapalha nestas horas se faz necessário. De tudo isso eu sei, mas a saudade dói, dói o corpo, dói a alma, dói o coração.
Continuei a caminhada até o final da praia e cheguei a um antigo forte hoje recuperado para visitação dos turistas.
No corredor de pedras até o forte, eu via a exuberância do mar aberto, dos peixes comendo algas e eu buscando a fé, buscando lembranças para amenizar a saudade do colo de mãe que nos faz falta, e arrebenta o coração em certas horas.
Se minhas possibilidades agora fossem de força e de poder divino, eu queria estar ao seu lado e nunca ter saído para tão longe.
Queria como filho, ser seu pai e sua mãe para lhe ensinar outra vez a caminhar,comer, pedir, ouvir e falar.
Se eu pudesse, começaria tudo outra vez, sem esta distância dolorida. Passaria as tardes depois do futebol de rua ao seu lado, para tomar café sem leite e pão sem manteiga com aquele sorriso de fé e esperança.
É mãe, caminhar sem você é difícil, as saudades são muitas, não vejo a hora de te ver de novo, pra matar minha saudade e me proteger nos teus braços.
Só você pra me entender, por que Deus fez de você, a minha mãe amada. Ai que saudade! ai que saudade... do futebol e do café de toda tarde. Dinheiro você não tinha, mas o teu amor supria, toda fome que eu sentia. Ô! Mãe, o tempo passou. Ô! Mãe, o teu cabelo embranqueceu, Ô! Mãe, eu ainda sou menino, precisando dos carinhos teus.
Lágrimas nos olhos outra vez, sentimento de puro amor, emoções fortes, lembranças boas e ruis.
E foi assim que cheguei no final da praia e fiquei de frente para o Forte.
Observei seus motivos de construção da época.
Quantos sentimentos iguais aos meus juntaram e cimentaram pedras em sua construção. E foi assim meu dia de domingo.
Uma caminhada diante do belo céu azul, mar, e peixes.
Castelos e sonhos, sonhos de futuro, sonhos de passado, e entre o céu e o inferno, volto pelos caminhos de pedras, deixando para traz, a exuberância do mar aberto e um futuro pela frente para ser conquistado. Novos caminhos... Aprender a andar outra vez.
Beto Barbosa
Leia mais|Comentarios (2)|em 22 de Agosto de 2007
Escrito por Beto Barbosa
Folhas caídas no chão, em um dia muito Europeu.
Céu fechado e cinzento, folhas arrastadas por ventos fortes de chuvas, frio e lembranças.
Mundo vivido sem saber a época.
Estou em Natal, Ponta Negra, academia Nitro.
Vendo a distância sem pagar a conta de uma das dunas mais bonitas construída pela natureza, Morro do Careca.
Acordei cedo, com os primeiros raios de luz solar.
Aqui, o dia começa as 5:15 no máximo e quem dorme cedo, acorda cedo.
Após aquele despertar, com calma e preguiça, vou dando lugar à realidade buscando sintonia com a modernidade.
Busco, na memória, as obrigações inadiáveis.
Deus é a mais forte de todas elas, a base, a vida, a realidade, sonhos e caminhos.
Com Ele, tudo fica mais fácil e quando as forças e projetos não conseguem mais encontrar portas abertas, entrego-me com aquele sorrisão de confiança sabendo que tudo se aglutinará as necessidades honestas e fundamentais.
Hoje, determinei meu afastamento dos surdos, cegos e mudos de boas palavras. Quero me buscar e me achar nas palavras, as contas divinas estão chegando.
Quero, como sempre, o novo neste mundo de cópias.
Se for pra copiar o bom, temos até chance de união, do contrário, me afastar se faz necessário.
Estou aqui, contando um pouco de tudo isso, por querer colocar aquela vírgula que, às vezes falta como embrião na hora de decidir o que fazer de nosso futuro quando a concorrência é feroz e desleal.
Eu sou minha experiência e você é a sua, e com tantas já vividas, como diz nosso Rei Roberto, é só encarar o mal com o bem profundo e verdadeiro que vem de nossos corações.
Com a verdade pura e sincera, colocamos em nossa volta uma corrente tão forte e eficaz de força, que nenhum mal é capaz de nos derrubar tamanho magnetismo de campo Luz.
É impossível se viver sem pensar no bem.
É impossível ser feliz sem amar de verdade.
É impossível vencer sem projeto.
A sorte é sorte e como sorte, não acontece todos os dias é necessário fabricá-la com nossas boas cabeças, projetos e focos.
Eu me encorajo todos os dias criticando meu velho “eu” e me envergonho do passado onde me achava a necessidade indispensável e arrogante aos que em minha volta dormiam,comiam e conviviam.
Saber construir sem egoísmo é ter a certeza de um futuro feliz.
Saber vencer é praticar em si a humildade diária para não chorar amanhã se sentindo só com saudades do que não foi aproveitado e curtido.
”Pai,Mãe,Filhos amores e Família”.
Pense !
BETO BARBOSA
Leia mais|Comentario (1)|em 18 de Agosto de 2007
Escrito por Beto Barbosa
Segunda-feira, 13 de Agosto de 2007.
Enquanto para muitos a segunda é o dia da ressaca, o mais difícil de encarar, buscando a sonhada vida estabilizada, eu deveria estar dormindo mais um pouco por ter trabalhado muito no final de semana. 800 km rodei pra chegar e pra voltar.
Mas na verdade, não consigo ver o mundo passando e eu, seguindo as regras do descanso.
Não consigo ver o mundo passando e eu, com tantas idéias, dormindo. Não devo ser muito diferente de você.
Somos filhos e filmes que precisam de um bom final.
Se não igual, mas parecido aos filhos que Deus sonhou.
Penso que cobramos muito e damos pouco.
Filhos nobres, queremos, mas às vezes, nem parecidos somos.
Muitos esperam de nós, principalmente NÓS!
Confesso: não consigo acordar e pular da cama de uma vez.
Fico naquela de lembrar dos sonhos, tentar interpretar e agradecer, rezando.
E nessa eu vou, e aos poucos, tirando o pé e o corpo da mordomia dos lençóis.
Assim vejo a vida hoje: “Tenho sonhos e não posso perder esse lado bom de mim” BB.
Por isso, estou aqui, para desejar bom dia a todos os amigos e amigas que por aqui passarem.
Quero imitar o mundo das bondades e não das celebridades que buscam as fantasias de um mundo sofrível e vazio.
Quero sim, ser a celebridade da realidade e das fantasias eternas. Quero sim, idéias criativas em prol de alguma coisa que me faça ser feliz de verdade.
Quero ser a chuva permitindo o crescimento das sementes caídas. Quero me juntar as suas experiências de vida para ensinar outras vidas.
Quero fazer minha parte sem pesadelos de cobranças.
Quero limpar minha mente e como não se apaga passado, recomeçar é um bom começo.
Que venham as tempestades, os falsos e fracos de espírito.
Que venham todos, flechas e punhais.
Somos filhos de Deus... e quem a fé contempla, nenhum mal atormenta.
Raimundo Roberto Morhy Barbosa
Beto Barbosa “ O filho de Deus “
Assine em sua mente e vida sempre assim:
Fulano de tal “ O filho ou a filha de Deus”
Bom dia !
“Ser feliz é uma opção”
Você pode e Deus quer.
Beto Barbosa
Leia mais|Comentario (1)|em 14 de Agosto de 2007
Escrito por Beto Barbosa
Veja as mentes limpas do mundo a te oferecer o melhor.
Veja os sonhos de Deus te proporcionando caminhos.
Perceba que amanhã nem Deus retrocederá por não ter mais tempo por que o tempo que nos foi dado passou, a juventude acabou e a velhice chegou. Pense ! “BB”
Leia mais|Comentario (1)|em 14 de Agosto de 2007
Escrito por Beto Barbosa
PARA O PAPAI BETO BARBOSA!
Meu pai! Eu te amoo muito, muito mesmo !
Não tem o porquê da nossa distância abalar nosso relacionamento. Temos tudo para uma relação saudável e pura, só depende de nós mesmos!
Te amoo muitoo
FELIPE BARBOSA
Leia mais|Comentarios (2)|em 13 de Agosto de 2007